O hairstylist Sergio G., do badalado salão Studio W dá as suas dicas

Publicado em 21/10/2011 - Por Bruna Oliveira
Divulgação

Nome: Sergio G.
Profissão e Salão: Hairstylist do Studio W Iguatemi
Tempo de carreira: 20 anos

Ikesaki: O que não pode faltar em um bom profissional de beleza?
Sergio G:
Paixão é o que move o mundo, então qualquer profissional deve tê-la. Mas, um profissional de beleza deve seguir a seguinte receita: perseverança + não queimar etapas + gostar de gente + paixão.

A perseverança significa que o profissional deve se dedicar ao que se propõe fazer, insistir e correr atrás. Infelizmente em nossa profissão ainda não há um reconhecimento e formação necessária como em outras profissões. Na nossa área, você deve aprender através da experiência, o que nem sempre funciona corretamente.

Não queimar etapas entra na parte de formação. Você não deve achar só porque leu a bula do xampu, aprendeu a usá-lo corretamente e pode aplicá-lo em outra pessoa, isso vale para qualquer técnica.

Já a parte do gostar de gente é muito importante, afinal você deve aprender a lidar com qualquer pessoa, independente de cor, religião, condição financeira, etc. Aprenda a cuidar da sua cliente e lidar com ela. Não é sempre que quem senta em sua cadeira está de bom humor e você deve saber como atender as expectativas criadas sobre o seu trabalho. Com isso, você deve executá-lo da melhor maneira possível com qualquer pessoa.

E a paixão, é essencial para qualquer pessoa. Ela que vai fazer você crescer na profissão. Quando se é movido pela paixão, tudo se torna mais fácil, mais agradável e isso faz toda a diferença.

Ikesaki: Em qual corte ou procedimento você aposta como tendência para a Primavera-Verão 2012?
SG:
A moda e beleza passaram por muitas transformações. Já tivemos os modernos, os clássicos, o fashion, tudo! Mas hoje, o que é mais procurado é o que eu chamo de sensorial. Sensorial é a experiência que você leva, minhas clientes querem passar por essa experiência, sair do salão com a sensação de estar linda e se sentir assim. Porém, uma coisa que esta muito forte é a beleza brasileira. O Brasil está exportando belezas, desde as paisagens, o modo de vida, até as belas mulheres. Hoje, a mulher brasileira quer ser sexy e moderna, por isso a minha aposta nos cabelos longos, lembrando as ondas com cachos naturais e a praia com os reflexos nos chamados tons frios. Eu chamo tudo isso de retrô na mão contemporânea. Nada pode ser artificial. Se for apostar em cabelos com ondas, que sejam naturais. As cores têm que combinar com o seu estilo, tudo para realçar a beleza que todos têm.

Ikesaki: Quais são os detalhes que fazem a diferença na hora de cuidar dos cabelos?
SG:
Primeiro a cliente precisa definir o que ela deseja. Ainda há muita indecisão sobre o que ela quer fazer em seu cabelo e isso dificulta o profissional na hora de orientá-la corretamente. Cabe a ela saber o que o fica melhor de acordo com o seu tipo, seu ambiente de trabalho, convívio e que tipo de pessoa ela é, afinal a impressão que ela causa, representa a identidade dela. Depois disso bem definido, ela deve ir até um profissional e pedir a sua orientação, para saber qual é o procedimento correto a ser seguido.

Ikesaki: Onde você se formou e que outros cursos fez para se aperfeiçoar?
SG:
O meu primeiro curso foi no Centro Teruya, depois fiz SoHo e muitos outros cursos e congressos.

Ikesaki: O que os clientes mais procuram no salão atualmente?
SG:
O carro chefe do salão é coloração e corte. Mas nós contamos com outros tipos de serviços. Sempre tem alguém que procura algo diferente e nós nos disponibilizamos para atendê-los da melhor maneira.

Ikesaki: Quais são as referências que te inspiram?
SG: Como disse antes, o comportamento me inspira muito. Alguns profissionais dizem que se inspiram em arte e moda, mas pra mim, o comportamento é fundamental. Eu sempre penso que, se você sai um dia para ver vitrines, você não aprenderá tanto, quanto se estiver sentado no café da esquina observando as pessoas. A cultura, as etnias, a natureza do ser humano é muito rica e cada uma lhe oferece uma experiência única. A experiência que você tem em Paris, Milão, Nova Iorque, não é a mesma que você terá em uma cidade pequena. Mas o que mais me impressiona, é que do lugar que você menos espera, pode surgir uma referência nova e interessante.

Ikesaki: Quais são as suas dicas para quem está iniciando na profissão?
SG:
Se você está começando, procure boas referências para aprender. Eu tive contato com muitas pessoas que me ensinaram muito. De tudo que sou hoje, como pessoal e profissional, boa parte eu aprendi com as pessoas que trabalhei, que me ensinaram e que conviveram comigo. Todo profissional tem um lado artístico, mas não é apenas disso que ele precisa, a técnica é muito importante. Eu costumo brincar que “eu prefiro ser água de tubarão, a cabeça de lambari”. Isso porque algumas pessoas preferem trabalhar com gente “pequena” para se sentir o sábio do local, eu não sou assim. Eu prefiro ser assistente de alguém com quem eu possa aprender, do que ser um chefe que não sabe ensinar.

 
 
 
 
 
 
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