Gravidez e queda de cabelos: esclareça as suas dúvidas!

Publicado em 20/10/2011 - Por Bruna Oliveira
Dermatologista Leila Bloch. Foto: Divulgação
Um dos maiores desejos da maioria das mulheres é ter filhos. Mas essa decisão requer alguns cuidados com a carreira e a saúde. Além disso, a beleza também pode sofrer algumas alterações. O cabelo é um desses exemplos. Estima-se que aproximadamente 85% das mulheres sofrem de queda capilar, em maior ou menor grau, após o parto.

Se este é o seu caso ou se for em breve, não entre em pânico. A dermatologista Leila Bloch, pesquisadora e especialista em cirurgia capilar, referência em novas técnicas de transplante capilar, calvície e tratamento clínico de queda de cabelo e de doenças relacionadas ao couro cabeludo, esclarece as dúvidas que cercam as mamães durante e depois da gestação.

1 – A aparência e resistência dos cabelos mudam durante a gravidez. Por quê?

Devido ao aumento de hormônios femininos e outras alterações hormonais e fisiológicas comuns na gestação (que não estão relacionadas a problemas ou doenças), os fios ganham um “efeito protetor” natural que evita a queda e transmite a sensação de cabelos mais fortes e viçosos.

2 – Após o parto, os cabelos mudam novamente e começam a cair em grandes quantidades, principalmente no período da amamentação. É uma fase natural ou alarmante? 

Totalmente natural. Durante a amamentação, os fios que não caíram durante os noves meses começam a cair durante um período de três a seis meses após a gestação. Embora seja uma situação desconfortável, esse quadro é mais comum do que se imagina. Em mulheres que não apresentam nenhum problema anterior ou genético de queda e calvície, esse processo é autolimitado e para espontaneamente depois de semanas ou meses. Se a situação não normalizar naturalmente, é indicado procurar um dermatologista para realizar exames e investigar possíveis causas que estejam agravando o problema, como deficiência de vitaminas, ferro e proteínas.  Entretanto, em mulheres com tendência a desenvolver calvície feminina, os fios caem em maior quantidade e chegam a diminuir o volume dos cabelos, persistindo mesmo seis meses após o parto. Nestes casos, o término da gestação pode funcionar como um “gatilho” para as que têm predisposição genética.  Por isso, o dermatologista deve ser procurado o quanto antes para iniciar os tratamentos adequados. 

3 - Quais são os tratamentos indicados em mulheres incomodadas com a queda de cabelos sucessiva à gravidez?

Após o parto, pode-se iniciar o uso de loções com princípios ativos que controlam a oleosidade e funcionam como antiqueda. O uso de shampoos adequados, prescritos pelo médico dermatologista, também auxiliam na recuperação da saúde capilar. Além disso, podem ser realizados tratamentos de estímulo capilar, como peeling capilar e massagens estimuladoras. Entre as novas tecnologias, o laser de baixa potência apresenta bons resultados nas pacientes. E para diagnósticos de falta de vitamina, é indicada a reposição. Já para as mulheres com tendência à calvície, o uso de medicamentos que evitam o afinamento dos cabelos, chamados antiandrógenos, pode ser iniciado ao final da amamentação a fim de evitar a evolução do quadro.

4 - Com os tratamentos corretos, a restauração da saúde capilar é 100% garantida?

Para as mulheres que nunca apresentaram problemas de queda capilar, é possível normalizar a vida dos fios em até sete meses após o parto. Nos tratamentos para combater a calvície, o processo é mais lento e pode durar um período maior, que varia caso a caso e sempre com acompanhamento médico. É um quadro clínico cujo tratamento é de longo prazo. 
 
 
 
 
 
 
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